Chocolate dá espinha? Dermatologista explica como o alimento age na pele

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O chocolate é considerado por muitos o culpado pelo surgimento de espinhas indesejadas. No entanto, a única ligação entre a produção exagerada de sebo e o alimento é a ingestão em excesso de suas variações mais gordurosas. Apesar dos ovos de páscoa, das barras, caixas de bombom e trufas parecerem irresistíveis nessa época do ano, a dermatologista Deborah Castro explica que é possível comer o doce sem sofrer com a oleosidade excessiva da pele e ainda promover benefícios para o organismo. 

A explicação para isso é que a glicose chega no sangue rapidamente e estimula um pico de insulina, responsável por levar o açúcar para dentro da célula. É esse pico que pode agravar a acne nos pacientes com predisposição para o quadro”, afirma a especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). 

Dermatologista Deborah Castro explica relação entre chocolate e espinha.

O problema pode se agravar em diferentes graus e é preciso estudar caso a caso antes de iniciar um tratamento. Deborah destaca que o ideal é que seja feita uma consulta com um dermatologista, que vai avaliar o paciente e indicar o tratamento adequado. “As opções vão desde o tratamento tópico, apenas com produtos, até os recursos sistêmicos, com antibióticos, anticoncepcionais ou outras drogas antiandrógenas”.  

Os riscos para a saúde, tanto para a pele quanto para o organismo, aparecem quando há excesso no consumo do doce queridinho entre muitos. Porém, pequenas doses de chocolate meio amargo ou amargo, mais ricos em cacau, podem trazer benefícios. Além da energia que proporciona, o alimento melhora a circulação sanguínea, estimula o sistema nervoso central, possui antioxidantes e ainda promove a sensação de bem-estar, pois libera um hormônio chamado serotonina.